5.1.1 — Proporção da força de trabalho ocupada com ensino superior completo
CríticoDimensão 5.1 Força de trabalho qualificada · Pilar 5 Negócios
Fonte: IBGE (dado de 2023)
SC em 9º — edição 2025
Nota de 0 a 1. UFs presentes na base de comparação de SC: líder nacional, estado imediatamente à frente e Paraná (referência da Jornada IBID PR 2030).
Causa raiz
É o indicador de maior peso (0,5) dentro da dimensão Força de trabalho qualificada, e SC ocupa apenas a 9ª posição nacional. O relatório IBID 2025 registra que os líderes da dimensão (DF, RJ) concentram vantagem por "maior concentração de profissionais com alta qualificação" — típico de estados com grande presença de administração pública federal e serviços de alto padrão educacional. SC tem uma estrutura econômica industrial e de serviços dispersa em polos regionais (têxtil no Vale do Itajaí, metal-mecânico no Norte, agroindústria no Oeste) que historicamente absorve mão de obra técnica e de ensino médio profissionalizante em proporção maior do que ensino superior completo [inferência]. O próprio relatório 2025 registra explicitamente: "Santa Catarina (6º) ocupa a 8ª posição em 'Força de trabalho qualificada' [...], o que sugere margem para avanço na atração e retenção de talentos."
O que o Paraná fez
Seção 6.56 do plano paranaense (responsável SETI–IEES): Programas de Residência Técnica (Restec) para ampliar vagas de recém-formados em órgãos públicos e parcerias privadas; proposta de Integração Ensino Superior–Mercado de Trabalho (estágios qualificados, residências tecnológicas, mestrados profissionais articulados à demanda produtiva); Observatório de Egressos para monitorar a trajetória dos formados; Fomento ao Empreendedorismo Acadêmico; e Programa Estadual de Inserção de Graduados em Empresas Inovadoras, com foco em parques tecnológicos.
Ação recomendada para SC
Criar um Observatório de Egressos do Ensino Superior de SC, cruzando dados de formados (UFSC/UDESC/rede estadual/privada) com vagas de alta qualificação nos polos industriais, e lançar um programa piloto de residência técnica/estágio qualificado em 3 a 5 setores estratégicos (têxtil, metal-mecânico, agroindústria) em parceria com o Sistema FIESC, com meta de resultados mensuráveis em 12 meses.
Evidência
O próprio Observatório de Egressos do plano paranaense (SETI–IEES) é modelo direto e replicável. Internacionalmente, o sistema dual alemão (Ausbildung articulado a Fachhochschulen) conecta demanda industrial e oferta de ensino superior técnico de forma estruturada [inferência].
Responsável institucional: SED (Secretaria de Estado da Educação) + UFSC/UDESC + Sistema FIESC/SENAI, com apoio do Observatório FIESC.
Plano de ação
Este indicador ainda não tem plano de ação cadastrado. Os planos cobrem, nesta fase, os 15 indicadores prioritários.